Avaliação sobre corrupção aumenta 10 pontos ao longo do governo Lula
A pesquisa aponta uma queda significativa na parcela da população que acredita na redução da corrupção no país, que passou de 30% para 18%. Outros 28% avaliam que o nível de corrupção permaneceu igual, enquanto 5% não souberam responder. O levantamento foi realizado por meio de ligações para telefones fixos e celulares, utilizando sistema URA e amostragem proporcional a critérios demográficos.
O estudo foi financiado pelo próprio PoderData, do grupo Poder360 Jornalismo, e contou com dezenas de milhares de chamadas para alcançar uma amostra representativa. Os resultados foram arredondados para facilitar a leitura, o que pode gerar pequenas variações nos totais apresentados. O contexto da pesquisa também remete ao histórico do presidente Lula, marcado por escândalos como o Mensalão e a Operação Lava Jato, além de novos episódios surgidos em seu terceiro mandato.
Entre os casos recentes citados estão o indiciamento do ex-ministro Juscelino Filho por corrupção e fraudes em licitações, o avanço das investigações sobre fraudes no INSS envolvendo entidades ligadas ao irmão do presidente, e o asilo concedido à ex-primeira-dama do Peru, Nadine Heredia, condenada por corrupção. Também ganham destaque menções ao filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, e a liquidação do Banco Master pelo Banco Central, após problemas graves de liquidez, em meio a encontros entre Lula e o executivo Daniel Vorcaro.
A sondagem revela ainda forte polarização política e diferenças demográficas na percepção sobre corrupção. O aumento é mais percebido por homens, adultos de 25 a 44 anos, pessoas com ensino superior e renda mais alta, enquanto a redução é mais citada por mulheres, idosos e pessoas de menor renda e escolaridade. No recorte eleitoral, 71% dos eleitores de Jair Bolsonaro veem aumento da corrupção, contra 30% dos eleitores de Lula, evidenciando a divergência de visões entre os grupos políticos.
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