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Novo Hamburgo,11/03/2026

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EUA apontam suposta ligação entre PCC e grupo libanês Hezbollah em audiência no Congresso


EUA apontam suposta ligação entre PCC e grupo libanês Hezbollah em audiência no Congresso

Uma declaração feita durante uma audiência no Congresso dos Estados Unidos voltou a chamar atenção para a possível conexão entre organizações criminosas da América Latina e grupos do Oriente Médio. O principal defensor dessa tese é Joseph Humire, atual subsecretário adjunto de Defesa para o Hemisfério Ocidental, que afirmou haver “ligações comprovadas” entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o grupo libanês Hezbollah.


A declaração ocorreu em 20 de março de 2018, durante o primeiro governo do então presidente Donald Trump, quando Humire foi ouvido por parlamentares norte-americanos em uma sessão que discutia ameaças à segurança no continente americano.


Durante seu depoimento, o especialista destacou que algumas das principais organizações criminosas da América Latina estariam envolvidas em redes que, segundo ele, mantêm relações com o Hezbollah. Entre os grupos citados estão o PCC, considerado a maior facção criminosa do Brasil, Los Zetas, organização criminosa originária do México, e La Oficina de Envigado, grupo colombiano ligado ao narcotráfico.


Segundo Humire, essas conexões envolveriam principalmente atividades financeiras ilícitas, como lavagem de dinheiro, contrabando e outras operações usadas para movimentar recursos internacionalmente. A preocupação apresentada ao Congresso norte-americano é que essas redes possam facilitar o fluxo de recursos entre organizações criminosas e estruturas consideradas de risco para a segurança internacional.


O Hezbollah, grupo político e militar baseado no Líbano, é classificado como organização terrorista pelos Estados Unidos e por alguns países aliados. Autoridades norte-americanas investigam há anos a presença de redes de financiamento ligadas ao grupo em diferentes regiões do mundo, incluindo áreas da América Latina.


Especialistas em segurança apontam que a Tríplice Fronteira, região onde se encontram Brasil, Argentina e Paraguai, frequentemente aparece em relatórios internacionais como um ponto sensível para possíveis operações financeiras ilegais.


Apesar das declarações apresentadas na audiência, autoridades brasileiras já afirmaram em diversas ocasiões que investigações sobre possíveis conexões internacionais envolvendo facções criminosas seguem em análise, e que qualquer relação direta precisa ser comprovada por meio de investigações oficiais.


O tema continua sendo acompanhado por órgãos de inteligência e segurança internacional, especialmente diante do crescimento das organizações criminosas transnacionais e de suas possíveis conexões além do continente americano.




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