Lula defende (mais uma vez) a regulação das redes
Durante um evento sobre direitos humanos em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a regulação das big techs e afirmou que as redes digitais devem ser responsabilizadas pelos conteúdos publicados por seus usuários. Segundo ele, plataformas que permitem a circulação contínua de discursos de ódio e incentivos à violência — especialmente contra mulheres — precisam ser enquadradas. Lula destacou que o governo assumirá a liderança desse processo e citou o projeto que obriga as empresas a remover conteúdo ilegal sem decisão judicial, sob risco de punição.
O presidente criticou a resistência no Congresso ao avanço da regulação, afirmando que a liberdade de expressão não pode servir de escudo para a prática de crimes. Lula declarou que levará o tema para sua própria mesa e classificou como “intolerável” a permanência de publicações que estimulam feminicídios, agressões e outras formas de violência. Ele reforçou a urgência de responsabilizar plataformas que lucram enquanto conteúdos criminosos permanecem online.
Em tom político mais duro, Lula também atacou a “extrema direita”, o “negacionismo” e o que chamou de uma “onda internacional de ódio”. Ele afirmou que grupos como mulheres, negros, indígenas, população LGBT e moradores de rua seriam alvos preferenciais desses setores. Segundo o presidente, os opositores não se limitam a disseminar discriminação e preconceito, mas tentam silenciar aqueles que defendem direitos humanos e atuam na linha de frente contra a violência.
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