Evento reuniu autoridades, especialistas, entidades e familiares para discutir avanços, desafios e a garantia de direitos das pessoas neurodivergentes
A Casa Legislativa promoveu, no sábado (22), o 2º Fórum Anual sobre Neurodiversidade, reunindo representantes dos poderes Executivo e Legislativo, especialistas, entidades, profissionais e familiares para ampliar o debate sobre políticas públicas e os desafios enfrentados diariamente pelas pessoas neurodivergentes.
Na abertura, o presidente da Casa, vereador Carlos Bonne (PDT), destacou o papel do Legislativo como espaço de diálogo com a comunidade e de construção de soluções. Segundo ele, o objetivo é transformar as demandas apresentadas pelas famílias em ações concretas, capazes de melhorar o atendimento e garantir direitos.
A programação contou com painéis sobre a jornada de inclusão no município e apresentações sobre a importância das terapias de suporte. Os vereadores Lucas Argentino e Nina apresentaram um balanço das ações desenvolvidas nos últimos dez meses, destacando a destinação de emendas parlamentares para áreas como estimulação precoce, fonoaudiologia e realização de exames especializados.
Orientação às famílias
A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul também participou do fórum com sua unidade móvel, oferecendo orientações jurídicas aos participantes. A defensora pública Bruna Minuci Zanini ressaltou a atuação do Núcleo de Defesa da Pessoa com Deficiência e a importância de aproximar a instituição das famílias e dos profissionais que atuam na área.
De acordo com a defensora, a Defensoria busca fortalecer a articulação com o poder público para que os direitos sejam garantidos de forma preventiva, evitando que as famílias precisem recorrer à Justiça para obter serviços que já são assegurados pela legislação. A instituição também colocou à disposição da rede materiais informativos, oficinas e mutirões de orientação.
Educação e protagonismo
Outro tema de destaque foi o protagonismo das pessoas com deficiência e a importância da participação das próprias famílias e entidades na construção das políticas públicas. Representantes de entidades, entre elas as APAIs, contribuíram para os debates sobre cidadania, inclusão e os novos normativos relacionados à educação especial.
Durante a tarde, as discussões avançaram para questões como a eliminação de barreiras no ambiente escolar, o acesso a serviços especializados e o apoio necessário aos familiares, que muitas vezes enfrentam uma rotina de busca por atendimento, terapias e informações.
O encontro reforçou que a construção de uma sociedade mais inclusiva depende da atuação conjunta do poder público, profissionais, entidades e comunidade. O fórum encerrou a programação de debates sobre neurodiversidade prevista para 2026, deixando como desafio a continuidade das ações e a transformação das discussões em políticas públicas capazes de produzir resultados concretos na vida das famílias.

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